CRÍTICA: O pior de tudo é saber que na terra 'não santa' em dezembro tem mais RC


"Só mesmo no Brasil, em uma terra que nunca teve um rei de verdade, que surgem uma catastrófica monarquia de rei de coisa alguma, além de Roberto Carlos, temos o rei do futebol e a rainha do baixinhos e para baixar bem o nível a do rebolado"
No meu tempo de criança, não muito distante por sinal, Roberto Carlos entoava sua voz dos discos bolachas que meu pai colecionava, mas não era o rei absoluto, muitos outros tão ou mais talentosos que ele, entravam em cena na pick up da vitrola Philco, eram eles Adoniran Barbosa, Benito Di Paula, Tim Maia e muitos outros, compositores e intérpretes do Brasil.
Roberto Carlos apresentou na terra santa, um show bem diferente daqueles advindos da repetitividade apresentada nos especiais da Globo, nestas mais de três décadas de canções como Canções, Propostas, Como É Grande Meu Amor Por Você e Emoções maciçamente cantada, neste especial ele foi mais ousado, cantou em inglês (bem meia boca, assumido por ele mesmo), italiano e espanhol, nada muito diferente do que já conhecíamos, mas entoou em hebraico, bem dispensável.
Entraram no repertório Falando Sério, Eu Sei Que Vou Te Amar e Desabafo, como há tempos que não fazia, com Caruso fez bonito. Este show era o momento certo para se redimir com a cantora Celine Imbert, que foi cortada do Elas Cantam Roberto, pela Globo, a cantora lírica merecia esse up do rei.
Só mesmo no Brasil, em uma terra que nunca teve um rei de verdade, que surgem uma catastrófica monarquia de rei de coisa alguma, além de Roberto Carlos, temos o rei do futebol e a rainha do baixinhos e para baixar bem o nível a do rebolado. Na terra santa ou na terra dos não santos, leia-se Brasil, Roberto Carlos canta, encanta e às vezes enjoa, e o pior de tudo é saber que na terra 'não santa' em dezembro tem mais.

Roberto Carlos - Jerusalém
Cotação: Razoável

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