Se não existe negro em 'Amor à vida', em 'Sangue Bom' elas são domésticas - geraldopost

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Se não existem personagens negros em Amor à Vida, existem vários outros em Sangue Bom, no mais absoluto e claro esteriótipo colocando-os em situações inferiores aos brancos, disso isso por que: Mariah da Penha e Eliana Pittman, fazem as empregadas Emília e Chica, na trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.
Na novela de Walcyr Carrasco não existem negros na trama, segundo a colunista Keila Jimenez da coluna Outro Canal da Folha, desta segunda (10) a Globo disse "que não divide elenco pela cor de pele e que a escalação das novelas se dá por compatibilidade artística com a personagem e a história."
Na novela das sete existem outros personagens negros, a copeira Sheila (Nanda Lisboa) copeira de Dámaris (Marisa Orthz), a recepcionista Mari (Thais Lago), Luz da Silva (Aline Dias) que segundo o site oficial da novela é classificada 'como caboclinha' adotada por Barbara Éller (Giulia Gamm), além de Jona (Sérgio Malheiros).
Assim como homossexuais, negros em novelas é sempre um assunto polêmico no entra e sai de trama, independente do autor. Silvio de Abreu em 1995 'ousou' e colocou uma família inteira de negros de classe média na novela A Próxima Vítima, foi uma grande novidade colocando em discussão o preconceito racial, no elenco os atores Antonio Pitanga, Zezé Motta, Camila Pitanga, Lui Mendes, Norton Nascimento e Isabel Fillardis.
Monteiro Lobato foi alvo de protestos e discussões ao ser acusado de declarações racistas, em um trecho do livro Caçadas de pedrinho Lobato retrata uma situação de Tia Nastácia "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão", em 2010 o Conselho federal de Educação voltou a discutir o assunto, que é sempre reavivado.
Thais Araújo foi a primeira atriz negra a ser protagonista de novela 1995 na extinta TV Manchete, na novela Xica da Silva, de Ádamo Rangel, pseudônimo de Walcyr Carrasco. Na época, a atriz que tinha ainda 17 anos fez um tremendo sucesso pelas mãos de Walter Avancini, usava dublês em cenas calientes até completar 18 anos.
Thaís foi alçada ao sucesso e em 1997 foi para a Globo onde viveu a personagem Vivian, uma cena causou grande polêmica na época, quando Clo (Beatriz Segall) durante um coquetel a confundiu com uma empregada, em uma cena antológica. Anjo Mau foi um remake de Maria Adelaide Amaral, da obra de Cassiano Gabus Mendes.
A mesma Thaís Araújo foi a primeira protagonista de 'novela das oito' da Rede Globo, quando viveu Helena, na novela Viver a Vida, 2010, de Manoel Carlos.

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