Vanessa da Mata ousa no show "Delicadeza"

Vanessa da Mata durante show no Sesc Pinheiros (@geraldopost)
A cantora Vanessa da Mata fez na noite de sexta (30) o primeiro dos três shows finais da turnê "Delicadeza", no Sesc Pinheiros. A cantora começou o show com 15 minutos de atraso e foi ovacionada pela plateia ao entrar no palco usando um vestido vermelho assinado por Walério Araújo e acompanhada de Rodrigo Braga (piano) e Maurício Pacheco (violão e guitarra).

A cantora interpreta música de outros compositores como de Gonzaguinha, Marcelo Camelo e de Tom Jobim, quem ela se refere como marido, logo no começo do show. A simplicidade do acompanhamento do piano e violão é tão cansativo que desanima, o show começa lento quase parando, mas quando Vanessa começa a cantar músicas do seu repertório, a plateia vai à loucura, independente de ser ao piano ela dá um show cantando as próprias músicas.

Ela fala sobre a importância dos compositores para a música brasileira, diz que eles não são reconhecidos e muitas vezes sequer citados como donos de determinada música. O show foi pensado, segundo ela, deste ponto de vista para homenagear os compositores, e a cada música em que interpreta ela faz questão de dizer quem a compôs. Ao ouvir um "Fora, Temer", ela responde com um "Fora, Todos", que eles são uma vergonha e recebem salário do nosso bolso. "Acabei de lançar uma nova frase, 'Fora, Todos'", brinca.

A plateia era das mais diversificadas, de jovens a idosos, típico do público do Sesc, porém os jovens são os que mais berraram no intervalo e até mesmo durante as músicas, a cantora ficava entre a cruz e a espada em responder ou não ao público. Um mais crítico gritou "Concentração", o que a fez rir e até comentar ao microfone, "esta foi ótima". Ela conta causos da vida pessoal, diz que era cobrada em cantar música sertaneja e brinca: "vou cantar, mas do meu jeito", e entona o 'Vá para o inferno com seu amor', de Milionário e José Rico.


Da Mata é uma das maiores revelações da Música Popular Brasileira deste segundo milênio, tem um estilo próprio e de composições que são verdadeiras obras primas, ela milita sem ser piegas a favor do meio ambiente, pelo fim do preconceito e pelo amor, este último tem como resultado músicas belíssimas, como "Amado", ao lado de Marcelo Jeneci, para mim a mais bela canção dos anos 2000. Ela canta ainda "Boa Sorte", (com Ben Harper), "Ainda Bem" (com Liminha), "Fugiu com a Novela", "Não me deixe só" e "Segue o som", um dos seus últimos hits.

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