"O Fim do Mundo" foi uma minissérie que virou novela para tapar buraco em 1996 - geraldopost

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"O Fim do Mundo" foi uma minissérie que virou novela para tapar buraco em 1996

"O Fim do Mundo" foi uma minissérie que virou novela para tapar buraco em 1996

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Reprodução/TV Globo
A novela "O Fim do Mundo" produzida às pressas em 1996 será reprisada pelo Canal Viva a partir de dezembro. Os 35 capítulos da novela de Dias Gomes entrará no ar substituindo Tieta em dezembro, período que a audiência dos canais diminuem e a emissora decidiu reprisar "Bebê a Bordo", na faixa das 15h30.

A novela "O Fim do Mundo" foi produzida ás pressas pela emissora para tapar o buraco entre "Explode Coração", de Gloria Perez, e "O Rei do Gado", de Benedito Ruy Barbosa. A trama de Ruy Barbosa sofreu uma série de atrasos nas gravações e a Globo tinha combinado com Gloria de liberá-la para acompanhar o julgamento de Guilherme de Pádua e Paula Tomaz, que assassinaram Daniela Perez em 1993.


Gloria encerrou a novela no tempo combinado pela emissora não aceitando prolongá-la, assim a emissora decidiu exibir a trama de Dias Gomes como novela curta e não como minissérie, espaço das 23h. 

CHAMADA


Embora a emissora usasse a frase "uma super novela em 35 capítulos" a trama apresentou uma trama de realismo fantástico como um bom enredo de Dias Gomes, nada de diferente que o público já conhecia de novelas como "Roque Santeiro" e "Saramandaia", com tipos malucos e exóticos.

Na trilha sonora músicas com a temática da novela como "O último dia" com Paulinho Moska e "E... o mundo não se acabou" de Adriana Calcanhoto, a explosão ficou a ponto de "Teu cafuné" com Maurício Mattar, em uma época que emplacava muitas músicas românticas nas trilhas sonoras de novelas.



REPERCUSSÃO

Já naquela época o desgaste de uma novela era tema de reportagens como uma publicada pelo caderno "TV Folha", da Folha de S. Paulo em 7 de abril de 1996, "O Fim do Mundo", era segundo a reportagem, "um teste do novo formato de novelas" e que a trama poderia ser "a primeira de uma série de mudanças na programação que será levada ao ar a partir de maio", na nota "EmissoRa evita falar".

Embora a Folha noticiasse a trama como uma "entrada de um novo formato na programação da Globo", o que aconteceu foi um tapa-buraco. O novelista em entrevista ao jornal disse que "A novela jamais desaparecerá. Afinal, é ela que estriba a programação da emissora. Segundo a Globo, a mininovela rende muito pouco", e diz que a emissora já que tinha o escalado para escrever a minissérie "Dona Flor e Seus Dois Maridos".

Tramas mais curtas só foi levada ao ar em 2012 com "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro - com 179 capítulos, e este talvez tenha sido um dos principais fatores para que a novela fizesse tanto sucesso.

Na sequência a emissora ainda apresentou outras novela curtas, a única entre as oito novelas exibidas entre "Avenida Brasil" e "A Força do Querer" que foi longa como de costume foi "Amor à Vida", de Walcyr Carrasco, em 2013, com 221 capítulos.

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