Gloria Perez 'prevê' e-commerce e foi criticada pela imprensa por ter internet em "Explode Coração" - geraldopost

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Gloria Perez 'prevê' e-commerce e foi criticada pela imprensa por ter internet em "Explode Coração"

Gloria Perez 'prevê' e-commerce e foi criticada pela imprensa por ter internet em "Explode Coração"

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O Brasil tinha 3,3 milhões de PCs no Brasil em 1995, ano de exibição da novela "Explode Coração", novela de Gloria Perez, exibida atualmente no Canal Viva. segundo reportagem da Folha de 31/12/1995. "A questão não se resume a estar ou não ligado à Internet. A rede é apenas a ponta do iceberg de um processo de aceleração e globalização nas telecomunicações", segundo a reportagem. 

A reportagem da Folha, na época, ainda ressaltava, que "descontado o modismo, o teletrabalho, telecompras e a comunicação rápida e baratíssima por correio eletrônico vieram para ficar e vão transformar o lazer e as profissões", em reportagem assinada por Marcia Ercilia, que ressaltou ainda que a explosão da internet no Brasil era "virtual", pois a população não tinha acesso ainda ao produto internet, na época chamada de "rede".

Não foi apenas no Brasil que a internet começava a ganhar a massa, naquele ano foram vendidos no Brasil 1 milhão de computadores, nos Estados Unidos, foram vendidos 20 milhões, embora a diferença seja gritante foi a primeira vez que a venda de PC, ultrapassou o número de televisores no país.

"Colocar a Internet no universo de possibilidades do morador do bairro de Maria da Graça no Rio é um grande feito", afirmou à reportagem Tadao Takahashi sobre a novela da Globo. No Brasil, já se tinha na época, duas revistas segmentadas à informática a "Internet World" e a ".Net", a estimava na época era que a internet poderia chegar a 100 milhões de pessoas, o público da novela.

MERCHANDISING

Na época a Folha buscava no mercado publicitário anunciantes para a novela "Explode Coração", no caderno "Bip", publicação ao mercado publicitário da emissora, dois personagens da novela eram anunciados para possível ações de merchandising durante a trama. Igor (Ricardo Macchi) era um "cigano que trabalha como empreiteiro e pode se envolver com qualquer tipo de produto presente em um canteiro de obras".

Ivan (Herson Capri): "vários personagens podem frequentar a academia, abrindo oportunidade para a exploração de ações com artigos esportivos e alimentos, como iogurtes etc". Um fator importante segundo a emissora, para ação de merchandising era popularização do controle remoto na época. "Com o controle remoto, fica mais fácil mudar de canal nos intervalos. Uma alternativa a este problema é o merchandising", afirmou em reportagem à Folha,  Alfredo Luiz dos Santos, gerente de propaganda do Itaú.

E-COMMERCE


- "Pai a propaganda mais moderna você vai fazer por aqui, pelo computador. É só anunciar os salgadinhos que vai encher de encomenda, pai", diz b.

- "Edu, Edu meu filho, deixa de ser sonhador", diz Salgadinho.

- "Vocês estão na idade da caverna, meu Deus do céu. Se o senhor quiser pode até exportar os salgadinhos, a gente escreve para as empresas de turismo, oferecendo desconto, isso aqui vai encher de gringo", completa Edu.

Salgado debocha do filho dizendo que a sorte da família é que a lanchonete estava na mão dele e não do filho. O diálogo continuou com Edu dizendo que "daqui a pouco, até supermercados, farmácia, quer dizer tudo, tudo as pessoas vão comprar pelo computador. Sai na frente, sai na frente. Eu armo um esquema para você", diz Edu sendo ignorado.

A cena chamou a atenção do público na Web, um rapaz comentou que Gloria Perez previu o e-commerce no Brasil, tirando o riso da autora que compartilhou a postagem do rapaz.


IMPRENSA "DETRATORA"



A autora virou alvo dos internautas, quando colocou na novela "Explode Coração" a conexão imediata à internet, uma reportagem recuperada por GERALDOPOST diz "A autora justificou a simplificação sustentando que na televisão nem o cinema mostram um personagem tentando infrutiferamente pegar um táxi", embora a comparação tenha sido valente, ela foi ridicularizada pelo Estadão.

"A comparação é injusta e detratadora. os serviços de táxi no Brasil são imensamente mais práticos que acessar a Internet", escreveu Flávio Carvalho, dando um panorama sobre a internet naquele Brasil de 1995. No final, da nota o jornalista dá dicas de como ter uma boa conexão, usar de madrugada, mudar de provedor de internet e completou "Num futuro próximo, por pressão do mercado e pela concorrência, vai ser tão fácil acessar a Internet quanto pegar um táxi".

Curiosamente, usamos a internet, mais presidente as redes de 4G para chamar táxis pelos aplicativos, jamais sonhados naquela época. Como diz a autora, quando as pessoas não entendem suas tramas "Haja!".

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