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OPINIÃO: O Brasil na prática da homofobia

"Alguns deles, podem cortar seu cabelo, te atender no hospital, te dar o troco no ônibus e/ou governar o seu País, Estado e Cidade e a convivência com este ser tão discriminado é inevitável para a sobrevivência na selva humana, chamada de sociedade."
O gostar e o não gostar dos gays está de volta no centro das atenções na sociedade brasileira, em artigo publicado na última-seita (13) o jornal Folha de S. Paulo, através de um texto fantástico de Alexandre Vidal Porto, criticando a homofobia do ator Marcelo Serrado, que declarou em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, também publicada na Folha, que "Não quero que minha filha [Catarina, 7] esteja em casa vendo beijo gay às nove da noite [na TV]. Que passe às 23h30", o texto de Vidal Porto, é categórico, não condena quem não gosta de gays, como entendeu um leitor que mandou uma carta ao jornal e foi publicada no dia seguinte.
O Vidal Porto defende é o fim da homofobia, o fato de alguém não gostar de gays, é extremamente normal, assim como ninguém é obrigado a gostar de qualquer outra pessoa, seja ela negra, gorda, nordestino, pobre, magra, branca, alta ou baixa, mas não gostar e praticar essa repulsa discriminando-a, é preconceito, cada preconceito deve ser punida, é isso que defende o advogado, e é isso que a Rede Globo, prega contra os homossexuais, com o personagem Crô, interpretado magistralmente, por sinal, pelo ator Marcelo Serrado.
Ali, na composição do personagem não existe nenhum pecado, Serrado é pago para e faz bem feito aquilo que é escrito pelo autor Aguinaldo Silva, este sim o maior responsável, por tamanhas barbaridades que o personagem passa em cena, é tudo ficção, mas é tudo real, existem milhões - isso mesmo milhões, de homossexuais, sendo atacados, assim sendo ofendidos, agredidos e assassinados em nosso país, pelo simples fato de ser feminino, de ser travesti, de ser homem, por expor suas particulares perante a sociedade machista e hipócrita em que vivemos.
Aguinaldo Silva é o responsável por isso, por que ele gosta de polêmica, ele não se contenta em divertir, ele tem que colocar o dedo na ferida, dar tiros em cachorro morto, ou como disse a personagem Teresa Cristina (Christiane Torloni) há alguns capítulos "Que bom pelo menos não sente dor" o cachorro morto da vez é o gay, aquele que acorda cedo, pega transporte público, bate o cartão e trabalha dignamente e no final do mês tem 11% de seu salário 'chupado' pelos impostos, Silva faz o caminho contrário da civilidade, ele além de ser gay ele pratica o preconceito contra gays.
Uma amostra simples da hipocrisia da sociedade são extremamente praticadas contra travestis, criminalizados pela sociedade, xingados pelas famílias 'normais', mas quem os sustenta, quem os adoram, quem os pratica o sexo são exatamente eles, os chamados heterossexuais, casados, pais de família, este gays dentro do armário, que não tiveram o topete de dar a cara a bater e se maquiam de chefes de família, perante a sociedade.
O que acontece contra o homossexual - não quero coloca-lo aqui como vítima - é o prática da homofobia, ninguém é obrigado a gostar dele, mas respeita-lo, e respeita-lo, não é chegar e dar um abraço nele e dizer 'eu te adoro', mas sim trata-lo como outra pessoa qualquer, não é designa-lo como 'aquele viado', 'aquela bicha', 'aquela baitola', 'aquele assim e assado', que assim como você merece respeito, praticar a homofobia, é um ato tão condenável, como praticar o racismo, por exemplo, entre outras práticas abomináveis.
O que a sociedade precisa entender é que: os homossexuais existem, sempre existiram e sempre existirão, eles assim como os heterossexuais, tão chamados de normais, são cidadãos e merecem respeito, afinal, alguns deles, podem cortar seu cabelo, te atender no hospital, te dar o troco no ônibus e/ou governar o seu País, Estado e Cidade e a convivência com este ser tão discriminado é inevitável para a sobrevivência na selva humana, chamada de sociedade.

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