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OPINIÃO: Wando: afinal só é brega, quem não é romântico

Almeida Rocha/FolhaPress 17/6/2010
O cantor Wando ultrapassou todos os limites do romantismo e virou cantor brega, músicas com alto teor erótico, sem cair na vulgaridade fez do cantor um ícone da sacanagem em décadas e décadas de explosão de sucesso da MPB. Especialmente com as mulheres que jogavam calcinhas no palco e lhe deu uma coleção de 16 mil peças.
Se Wando foi brega, todos os outros cantores também os são. Se pensarmos em uma lista, podemos colocar grandes nomes como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Ângela Maria e Emília Santiago por exemplo, que sempre cantaram o amor. Roberto não só canta o amor, como também canta o erotismo, quer música mais brega, romântica e erótica que Cavalgada.
Fogo e Paixão e Moça, fizeram de Wando um sucesso de vendas e público. A crítica sempre avessa ao populismo, criticava e o detonava, enquanto o público o amava. Nunca foi uma preferência nacional como o próprio rei Roberto Carlos, idealziado pela mídia global, Wando não precisou disso para fazer uma carreira consolidada.
Foi brega e romântico ao extremo, divertiu com letras fortes e picantes, cheia de malícias e principalmente, sempre respeito seu público com seu fogo e sua paixão.
O Brasil perde um ídolo alternativo, o Brasil perde a malícia gostosa, o romantismo brega, afinal só é brega, quem não é romântico.

R.I.P. Wando.

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