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Análise: Participante relembra outros anos da Parada Gay


Não temos que ser "normais" pra que todos nos aceitem! Somos autênticos, avant-garde (meu lado romântico...rs), explícitos e causamos estranhamento.
Ontem estive na Parada como faço há uns 12 anos e tive algumas impressões...
Primeiramente que está cada ano mais diferente... Lembrei das primeiras que fui e que havia um tom político mais presente e contestador - travas de peito de fora, homens de cuecas, jokstrapes, o grupo dos leathers e os clubes até então undergraund como a Loca e pré The Week - So Go - com um casting de tirar o folêgo de qualquer tribo.
Eu adorava, me divertia muito, o set dos djs incríveis... Hoje sinto uma nostalgia gostosa mas confesso: me emociono toda vez que vejo uma multidão na rua celebrando a alegria de serem elas mesmas, sem se preocupar com a censura alheia. Uma rebola, o outro tira a camisa pra exibir seu tórax, outro é modernete tatuado, aí vem a trava exuberante, o mauricinho e o nerd tb estavam lá, os mano e as minas tb apareceram pra curtir...e mais dezenas de outros tipos mais normais e esquisitos.
Por isto que eu não critico gratuitamente a Parada, por não ser politizada (o que eu realmente faço politicamente em prol dos direitos LGBTs além do blá blá blá do FB?), por ter gente feia (uma reunião em qualquer lugar tem pessoas diferentes - prazer, isto é diversidade - a mesma que os LGBTs conscientes gostam de falar. Além do mais para um Gianecchini da vida é só procurar um pouquinho que tem uns Tom Cruise bem bonitinhos...) e por ter baixaria (realmente fiquei preocupado com a venda de vinhos químicos no ano passado mas este ano estava bem controlado, até mesmo careta).
E tirar foto embaixo da bandeira é clássico, tem que rolar! Claro que tem que melhorar, ser política mas sem ser partidária, tem que praticar a diversidade para todo LGBTs com informação, educação, cultura, entretenimento, saúde (todos estes assuntos são pertinentes com a cultura gay - e como somos pobres em explorá-los pouco). Não temos que ser "normais" pra que todos nos aceitem! Somos autênticos, avant-garde (meu lado romântico...rs), explícitos e causamos estranhamento.
E o dia que alcançarmos esta autenticidade seremos muuuuito felizes! A Parada mudou mas quem é igual a 12 anos? A persistência de melhorar é constante, vamos então!?

FLÁVIO OLIVEIRA - publicitário e militante da causa LGBT

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