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Vivi Guedes 'precisa morrer' em 'A Dona do Pedaço'

Se o autor Walcyr Carrasco tiver responsabilidade ele vai usar a morte da personagem Vivi Guedes, magistralmente interpretada por Paolla Oliveira, em A Dona do Pedaço, para discutir a feminicídio no país. Segundo uma relatório do Ministério da Saúde treze mulheres são assassinadas por dia no Brasil e na maioria dos casos dentro de casa, por alguém da família.

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Vivi é vítima de diversas violências feitas pelo marido Camilo (Lee Taylor), é ameaçada constantemente, é proibida de sair de casa, é deixada com fome, é proibida de ver os país. Todos estes dramas conduzidos de forma grotesca pelo autor da novela. Em uma novela que bate todos os recordes de publicidade, por que não se faz uma peça publicitária falando sobre a violência contra a mulher, para-se a novela para fazer comercial das Casas Bahia, mas não reforçam a necessidade de denunciar estas agressões.

Em 2018, 4.254 mulheres foram assassinadas no país, deste montante 1.173 destes assassinatos motivados pela condição de gênero. "Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação", segundo reportagem do G1 de Março passado, e é justamente este o ponto de partida da história de assédio que a personagem da nove das nove passa capítulo após capítulo.

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Esta não é a primeira personagem que passa por violência doméstica na televisão brasileira, contando nos últimos anos conta-se novelas como Segundo Sol, O Outro Lado do Paraíso, A Regra do Jogo, Mulheres Apaixonadas, A Favorita, Laços de Família todas elas apresentadas de 2000 para cá. Matar Vivi Guedes, pode ser muito mais que reforçar a morte de uma mulher, mas levantar uma discussão muito importante para a sociedade.

Matar Vivi Guedes é uma questão de saúde pública, é abrir os olhos da mulher para que a denúncia deve ser feita sempre, é preciso mostrar que a polícia deve proteger e punir seus 'funcionários' corruptos e assassinos como Camilo. O que Yohana (Monique Alfradique) está fazendo na novela que não seja para denunciar o colega machista?

Vira o disco Walcyr!

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