About Me

Encontro em SP, abordará censura por trás de 'Roque Santeiro'

O jornal O Estado de S. Paulo reúne na próxima segunda-feira (9) na casa de shows Bona, em Pinheiro, a escritora Laura Mattos, a cantora Patrícia Bastos e o violonista Norberto Vinhas com mediação de Julio Maria, repórter do Estadão, para um bate-papo sobre Roque Santeiro.

Laura é jornalista e responde perguntas sobre o livro "Herói Mutilado - Roque Santerio e Os Bastidores da Censura à TV na Ditadura", que foi lançado este ano pela Companhia das Letras. O livro retrata os bastidores da novela, fugindo da fofoca e focando nos bastidores políticos que o país enfrentava na época, como a ditadura e a fase mais dura da censura no Brasil.

PUBLICIDADE

Após o bate-papo, Patrícia Bastos e Norberto Vinhas entoam músicas que fizeram parte da trilha sonora da novela de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, como Mistério da Meia Noite, de Zé Ramalho, e Roque Santeiro, de Sá e Guarabira.

Dias Gomes, dramaturgo que escrevia para a televisão, estava sendo espionado e foi descoberto, a censura resolveu agir apenas no dia da estreia da novela obrigado a Globo a reprisar, pela primeira vez, uma novela na faixa das 20h (hoje novela das 21h). A novela foi censurada em 1975 e exibida em 1985, mas não de livros dos cortes da censura.



SINOPSE DO LIVRO

Compre o livro AQUI

Em Herói mutilado, a jornalista Laura Mattos segue a trajetória de uma obra que foi censurada como peça de teatro em 1965, teve uma primeira versão como novela proibida em 1975 e, quando finalmente foi ao ar, dez anos depois, sofreu seguidos cortes.
Quando estreou, em 1985, ano da saída dos militares do comando do país, a novela Roque Santeiro conquistou a maior audiência da história da televisão brasileira. A obra de Dias Gomes, sobre o mito de um falso herói, experimentou as mais variadas formas de repressão durante a ditadura, com uma trajetória ímpar.
Ao revelar os bastidores da censura à TV na ditadura, a autora registra como o aparato legal usado pelos militares foi o mesmo aplicado durante os anos democráticos entre o final da Era Vargas e o golpe de 1964, prova de que esse mal não é exclusividade de regimes de exceção. A pesquisa se apoia em cerca de 2 mil páginas de documentos oficiais produzidos durante a ditadura, além do acervo pessoal de Dias Gomes, que inclui cartas e um diário até hoje inédito.

Postar um comentário

0 Comentários