ROCK IN RIO: Em noite de estrela, Marcelo D2 com 'rap-samba-rock' foi o melhor

D2 e a batida multicultural do rap/sambarock; ÓTIMO. (Ivo Gonzalez)
Foi como um furacão que Ivete Sangalo chegou no palco Mundo do Rock In Rio, assim como prometido em entrevista à Folha, ela não mudou uma vírgula de seu show, foi pauleira, agitação, pés fora do chão e um repertório comum: repleto de porcaria.
Ivete Sangalo é muito mais que uma das maiores cantoras do país, voz potente e carismática, mas peca pela falta de conteúdo em suas músicas agitadas, feita nada mais para agitar o público, nenhum mérito isso, afinal, qualquer um consegue fazer. Nas redes sociais, muitos elogios à cantora e comparações com a ‘arquiinimiga’ Claudia Leite, que assim como da rainha do axé se apresentou, há uma semana, no evento. A hastag SentaClaudia ficou em primeiro lugar no twitter em questão de minutos.
Festa, Sorte Grande, Brasileiro, Acelera Aê e Abalou são algumas das músicas que fazem de Sangalo a rainha da micareta, ela quis fazer bonito com Não quero dinheiro (Só Quero Amar) do maravilhoso Tim Maia, mas o que ela conseguiu provar que não conhecer o ditado "Boca fechada não entra mosca".
Com as internacionais ela faz bonito com Easy, dos Commodores, uma coisa meio Lady Gaga, querendo provar que tem voz, mas peca ao largar o piano e ir na capela, quer fazer bonito, mas não perde o tom da micareta. More thans words, do Extreme, ela parece relembrar os tempos de começo de carreira.
Desce ‘para o público’ – como não poderia ser diferente – bate literalmente nos fãs e abraça a amiga Angélica, mas prova definitivamente que a noite foi de grandes porcaria, com uma exceção: Marcelo D2, com seu rap, sambarock e puro talento salvou o festival, mostrando o que conteúdo em um evento tão bacana. Tiveram ainda os chatinhos do Jota Quest, o insuportável, Lenny Kravitz e a rebolativa Shakira.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.