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Há 40 anos, Senhoras de Santana censuravam conteúdos da TV


Há 40 anos, um grupo de mulheres 'conhecidas' como Senhoras de Santana lutava contra 'cenas despudoradas e abusivas' na TV, segundo matéria do Estadão de 2000, assinada por Simone Biehler Mateos, essas mulheres "lutavam contra o que consideravam cenas despudoradas e abusivas na televisão", agindo com censura e perseguição.



A reportagem completava matéria sobre a censura que a novela Laços de Família, de Manoel Carlos, no ar atualmente no Vale a Pena Ver de Novo, enfrentava em 2000, quando juízes, igrejas e o ministro da Justiça da época censuraram a novela em diversos momentos. Entre estes momentos, estava a proibição de cenas com menores de idade e gravação em igrejas reais.


"Em 1980, chegaram a recolher 100 mil assinaturas em um manifesto contra a 'pornografia'. Financiadas pelos maridos, foram a Brasília entregar pessoalmente o documento ao então ministro da Justiça, Ibrahim Abi Ackel", segundo a reportagem. "O ministro até nos convidou para participar da censura, na discussão dos critérios para revistas e TV, mas acabou não dando em nada", relembrou nenê, uma das integrantes do grupo, em matéria publicada em novembro de 2000.

"Fomos convidadas nos programas da Xênia (Do Homem do Sapato Branco), e do quadro que a Marta Suplicy, apresentava no Tv Mulher, sobre sexo [...] Mas sempre nos esculhambavam, chamando de carolas mal-amadas", relembrou a ex-integrante do grupo que afirmou ainda na época, que Laços de Família deveria ser proibida "porque é um mau exemplo para a juventude, mostra sexo sem amor, sem casamento, uma mãe de prostituindo. Aliás, hoje não tem nenhuma novela que dê para assistir".

O grupo foi ainda lembrado em uma reportagem da Folha, de 2004, sobre pornochanchada: "As Senhoras de Santana [movimento moralista do bairro paulistano iniciado na década de 60] começaram a protestar contra a pornochanchada. Nessa época, o filão desses filmes já estava se esgotando. Foi só o governo começar a proibir, o mercado foi lá em cima. Lógico, proibido é desejado. Por isso censura não funciona", relembrou Fernando de Almeida, produtor de filmes.

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