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Parada LGBT de São Paulo perde patrocínio, mas ato acontece neste domingo na Paulista

As vésperas de uma edição história Parada do Orgulho LGBT de São Paulo enfrenta uma crise de patrocínio, cerca de 60% das empresas que a patrocinaram nos últimos dois anos decidiram não continuar com a ação. O ato público que acontece na Avenida Paulista, neste domingo (7), não será prejudicado, pelo menos é o esperam os organizaram desta trigésima edição. Com menos patrocínio, a Parada deve injetar pelo menos 15% a menos de dinheiro nos cofres públicos, segundo a Associação Comercial de São Paulo.

A estimativa se dá, após análise de frequência e venda de produtos e consumo de serviços em bares, restaurantes, hotéis, turismo, transporte, comércio informal e venda de adereços, que são os setores, que historicamente impulsionam este cálculo, em eventos como a Parada, Carnaval, festivais de música e esportes. A parada deve injetar R$ 466,2 milhões na economia da capital neste ano, em 2025, o valor foi de R$ 548,5 milhões.

A queda se dá, especialmente com a saída de patrocinadores e apoiadores, que resulta em menos exposição da marca, seja em mídias pagas ou espontâneas: “recebemos negativas formais acompanhadas da justificativa de ‘risco reputacional’, que demonstra uma mudança de postura de parte do mercado em relação a pautas que, até pouco tempo atrás, eram tratadas como compromissos institucionais permanentes”, conta a APOGLBT, em entrevista exclusiva a GERALDOPOST, por e-mail.

“Acreditamos que esse movimento está inserido em um contexto mais amplo de avanço de discursos conservadores e revisão de estratégias corporativas em diferentes países”, continuam. Marcas de grande alcance deixaram de patrocinar a Parada, como a Burger King, Vivo e Sephora. O que não significa que o evento deixe de ter relevância e importância na sociedade, pelo contrário: A redução dos investimentos exige adaptações operacionais e maior esforço de mobilização, mas não altera o compromisso da Parada SP com a defesa dos direitos e a celebração da população LGBT”.

“Apresentamos projetos, dados de impacto social, cultural, turístico e econômico da Parada, além das possibilidades de ativação e participação institucional. Como em qualquer grande evento, os processos envolvem negociações, adequações e construção conjunta de propostas”, contam os organizadores.

A instituição não coloca na conta, o esvaziamento publicitário, nas eleições nacionais que acontecem em outubro e entende que o tema “eleições” presentes em edições anteriores tenham engajado o público a votar mais conscientemente: “Ao longo dos anos, temos visto resultados concretos desse processo de conscientização, com a eleição de parlamentares comprometidos com nossas pautas. Seguiremos nessa direção, promovendo diálogo, cidadania e fortalecendo a democracia”.

Em nota, a Burger King, presente nas últimas edições, disse que o apoio da marca em diversidade continua: “seguimos firmes com iniciativas que oferecem apoio e visibilidade contínuos à comunidade LGBTQIAPN+”, mas menospreza a Parada LGBT. “Nosso apoio não se limita a uma data”, como se o ato público que reúne milhões de pessoas na Avenida Paulista, não tivesse relevância.

“Embora estejamos fora do patrocínio à Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo este ano, seguimos firmes com iniciativas que oferecem apoio e visibilidade contínuos à comunidade LGBTQIAPN+. Esse compromisso reflete os pilares de Diversidade e Inclusão que sustentam a marca Burger King Brasil. Mais do que um valor institucional, ele orienta nossas ações todos os dias. No BK, todas as pessoas são bem-vindas. Nosso apoio não se limita a uma data — ele é parte essencial de quem somos.” - nota da Burger King 

O investimento menor também cabe a Prefeitura de São Paulo, que embora tenha três trios elétricos entre os 14 oficiais, vai investir meio milhão a menos do que no ano anterior, R$ 5,5 milhões: “Os recursos serão destinados à infraestrutura, contratações artísticas e outras atividades”.

“A Prefeitura de São Paulo informa que disponibilizará à Parada LGBT+ em 2026 cerca de R$5,5 milhões em investimentos. Os recursos serão destinados à infraestrutura, contratações artísticas e outras atividades relacionadas ao evento como a Feira LGBT+” - nota oficial da Prefeitura de SP.
Procurados, a Sephora, Vivo e Mercado Livre, não responderam o contato.

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