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Anitta fala sobre ‘Equilibrivm’ no ‘Conversa com Bial’

Em uma edição gravada no Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro, Anitta é a convidada do ‘Conversa com Bial’ desta terça-feira (25). No encontro, a cantora fala sobre ‘Equilibrivm’, projeto que a levou a mergulhar em temas como espiritualidade, ancestralidade, brasilidade e transformação pessoal, e comenta outros momentos de sua carreira recente, entre eles a estreia como protagonista em um filme dos Estúdios Globo e sua participação como conselheira no ‘Estrelas da Casa’.

A conversa acompanha a artista em uma fase de revisão de caminhos e escolhas. Anitta conta que a semente de ‘Equilibrivm’ surgiu há cerca de quatro anos, quando iniciou uma jornada de autoconhecimento que mudou sua relação com o trabalho, com a exposição e com a própria ideia de sucesso. 

O projeto, segundo ela, nasce desse movimento interno e se desdobra em uma narrativa musical e audiovisual atravessada por fé, identidade e memória. A música também conduz o programa. Anitta canta ‘Eu Não Sou Santa’, parceria com Mestrinho; ‘Não Me Cutuca’, gravada com Alceu Valença; ‘Ogum Me Rodeia’, faixa que reúne Maria Bethânia e Letícia Fialho; e ‘Deus Existe’, parceria com o Ponto de Equilíbrio.

As apresentações ajudam a costurar o universo do projeto. Um dos momentos mais marcantes do episódio acontece quando Bial exibe uma mensagem de Maria Bethânia sobre o trabalho da cantora. Ao falar sobre o significado desse reconhecimento, Anitta lembra que a artista baiana já acompanhava sua trajetória antes de ‘Equilibrivm’ e amplia a reflexão para outros nomes fundamentais da música brasileira: “Para mim, ter esse reconhecimento dela é quase uma assinatura de ‘é isso aí’. Mas isso não significa que eu precisei fazer esse trabalho para que ela me apoiasse. Bethânia já me recebia com carinho antes, assim como Caetano, Gil, Djavan e tantos grandes orixás da música. Todos eles sempre reconheceram minha caminhada, também por entenderem que a gente vive em um país muito plural e muito desigual”, afirma.

Na entrevista, Anitta também faz questão de afastar a ideia de que a nova fase represente uma negação do que veio antes. Para ela, ocupar espaços inéditos tem valor justamente porque abre caminhos, sem apagar a realidade de onde sua música nasceu. “Acho que esses artistas nunca julgaram o meu estilo musical ou o que eu fazia antes. Eles não têm essa visão de que uma música só tem valor se eu estiver cantando poemas difíceis ou falas profundas. Se eu faço um funk para rebolar, aquilo também tem valor, porque fala de uma realidade que existe. As pessoas que só conheceram essa realidade também têm direito a ter voz, a cantar, a fazer show, a viver no palco e a se divertir com o que vivenciaram. Então é muito importante para mim que nenhuma pessoa entenda que estou fazendo um julgamento das músicas que eu cantava antes. Pelo contrário: tudo isso faz parte da minha história”, completa.

A atuação também entra na conversa. Anitta comenta sua estreia como protagonista em um filme dos Estúdios Globo, dirigido por Fellipe Barbosa e filmado recentemente. Na produção, ela interpreta Nina, uma jovem que herda uma casa no interior e, ao tentar vendê-la para concluir a faculdade, acaba vivendo encontros que a levam a descobrir mais sobre si mesma, e fala da experiência no set como um desafio artístico e destaca o quanto o processo ampliou sua admiração pelo trabalho dos atores e das equipes de cinema. 

Bial e Anitta ainda conversam sobre a participação da artista no ‘Estrelas da Casa’

Conselheira da nova temporada do reality musical, ela afirma que pretende compartilhar com os participantes aprendizados que ultrapassam a performance vocal. Para Anitta, construir uma carreira envolve repertório, estratégia, posicionamento e entendimento das muitas camadas que sustentam a vida artística fora do palco.

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