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Carnaval do Rio terá policiamento especial a gays


Após a travesti Mel Freitas ser espancada e jogada sobre a linha do trem em Vila Isabel, a polícia civil do Rio de janeiro anunciou um esquema especial para o atendimento de homossexuais no Carnaval do Rio de Janeiro, segundo reportagem do G1.
“O que nós estamos fazendo hoje é divulgar os locais onde ocorrerão ações tipicamente voltadas para a população LGBTs. E não só a polícia militar vai adequar o seu policiamento e a Polícia Civil vai fazer essa perfeita integração de informação de modo a dar um atendimento diferenciado no sentido da garantia do direito para essa população” afirmou Marta Rocha, chefe da polícia civil do Rio.
Ao lado de Zaqueu Teixeira (Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos) e Cláudio Nascimento (Secretaria dos Direitos Humanos e coordenador do programa Rio Sem Homofobia, 40 delegados estavam presentes no evento, a Polícia Civil reforçou as orientações do plano de policiamento preventivo.
“É um processo que vem sendo aperfeiçoando, o Rio ainda é o único estado do país que tem um plano como esse. Esse trabalho esse ano diferencia porque, além do plano, está sendo feita a capacitação de todos os delegados, comandantes, chefes de plantão da Polícia Militar, da Polícia Civil, para que a gente tenha uma ação mais qualificada” disse Cláudio Nascimento.
"Nós temos áreas em que a concentração tradicional é muito grande. Ipanema, por exemplo, na Farme de Amoedo é um ponto de concentração muito grande e muitos atos já ocorreram ali. Temos no entorno do Sambódromo também. E temos também uma preocupação com as regiões dos Lagos e Serrana", acrescentou Zaqueu Teixeira.
Nos últimos anos 5 mil policiais civis e militares receberão capacitação para lidar com o público LGBT, na semana passada 220 policiais militares da zona sul receberam capacitação "É claro que, levando em consideração um contingente de 60 mil juntando as duas forças, temos muito para fazer” disse o coordenador do Programa Rio Sem Homofobia.
Será na Central do Brasil o plantão de Carnaval com advogados, psicólogo e assistentes sociais, além da chefia de Polícia Civil, Militar e a Secretaria de Segurança.
O esquema especial é um programa conjunto entre "Programa Rio Sem Homofobia/Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado e Assistência Social e Direitos Humanos e Polícia Civil. Também fazem parte a Subsecretaria de Estado de Segurança (SESEG) e a Polícia Militar" afirma a reportagem.