Claro que nem todos que ali estavam no Largo do Arouche estavam unica e exclusivamente para ver a rainha do funk Valesca Popozuda, a cantora entrou com 22 minutos de atraso após os técnicos não conseguirem arrumar o som que não chegava para o público, enquanto isso vaias e um grupo de pessoas aclamavam com gritos de "Valesca! Valesca! Valesca!". Dois casais de mais de cinquenta anos que ali estavam para assistir Fafá de Belém e Roberta Miranda a criticavam, mas sabiam do hit da cantora "Ela é a do beijinho no ombro" disse um dos homens fazendo coreografia igual da cantora no clipe.
Uma travesti sentada nos ombros do amigo levou algumas garrafadas aos gritos de "desce! desce!" do público, que clamava por mais visibilidade, mas nada exagerado e violento, mas ela acatou aos pedidos e deixou o público assistir ao shows normalmente.
Da sacada dos prédios de frente à praça inúmeras pessoas com câmeras fotográficas aguardavam pelo show, às 16h22 começou o pancadão e todos ali já aclamavam a cantora que cantou "Agora eu tô solteira e ninguém vai me segurar" transformando o Largo do Arouche em uma verdadeira pista de dança, com pais e seus filhos sobre os ombros e casais de homossexuais curtindo o show, da diva do funk que fez a linha Beyoncé com vento no rosto e cabelos esvoaçantes.
O problema maior foi que em menos de seis minutos, que pode-se ver no vídeo acima três brigas assustavam o público, assim como a chuva que chegou arrasadora e dispersou o público que tentava se esconder das pedras de gelo (granizo) que caíram já na segunda música, uma pena pois o show estava no melhor dos climas, tirando a parte dos baderneiros de plantão.
Valesca mostrou em menos de seis minutos que tem presença de palco e muitos fãs, uma pena que a chuva forte me fez sair sem ouvir o hit "Beijo no ombro".
Fica para a próxima.
Fica para a próxima.

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