“Segundo Sol” estreia com erros e acertos, Antonelli sem sotaque e homem 'esquecido' em barco - geraldopost

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“Segundo Sol” estreia com erros e acertos, Antonelli sem sotaque e homem 'esquecido' em barco

“Segundo Sol” estreia com erros e acertos, Antonelli sem sotaque e homem 'esquecido' em barco

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A estreia de "Segundo Sol" na Globo chamou a atenção dos telespectadores que logo subiram a hash tag #SegundoSol para os assuntos mais comentados do mundo no Twitter, ante da novela estrear a tag já era a mais comentada em São Paulo e Rio de Janeiro. A trama estreou relembrando o hit do axé que foi a segunda metade dos anos 1990 e mostrou a decadência e o apogeu do cantor de axé Beto Falcão (Emílio Dantas), este um ator excelente, com sotaque perfeito de uma bela baianidade.

Giovanna Antonelli, mais linda do que nunca, mostra toda sua capacidade de ser protagonista. Entre Atena, de "A Regra do Jogo", e Luzia, de "Segundo Sol", a atriz está ainda mais bela e nada forçada do que aquela vilã que a Globo e o autor João Emanuel Carneiro querem esquecer. No release oficial da novela, a trama que foi ao ar em 2014, sequer é citada no currículo do autor, que por sinal mal foi lembrados nas chamadas da novela.

Embora Giovanna, esteja ótima no papel da mocinha. Ela esqueceu as dicas das aulas de prosódia, seu sotaque na mesma frase hora era perceptível, hora sequer lembrado. Enquanto Emílio Dantas reinava. O primeiro capítulo é sempre uma apresentação da novela e as novelas sempre dividas em duas fases como "Velho Chico", "A Lei do Amor", "A Força do Querer", "O Outro Lado Do Paraíso" usaram desta artimanha para contar a história a única que foi esperta e logo se livrou de tudo fazendo a primeira fase em minutos, foi Gloria Perez com "A Força do Querer".

Embora esta primeira fase seja essencial para o entendimento da trama, ela também servirá de trampolim para a emissora se livrar do estigma racista, o autor e diretores da emissora escalaram apenas quatro negros para o elenco da novela, que é ambientada na Bahia, majoritariamente um Estado negro. Curiosamente a única negra com fala na novela foi a caixa de um mercadinho no interior do Estado, nenhum dos protagonistas são negros, até mesmo os figurantes do barzinho eram brancos.

Mas um furo, este talvez que mudaria toda a novela, está em torno do do check-in no aeroporto que Beto Falcão teria embarcado e na sequência o avião ter caído. A moça, que o atendeu disse "Lamento, mas o embarque já encerrou", a sequência começa no minuto 11 e se estende com ele dando sinala ao ônibus coletivo, entrando e pagando a tarifa para o cobrador e posteriormente descendo atrás de um homem e na frente de um casal, passando por diversas pessoas. Alguém teria lembrado do cantor de axé, quando sua morte foi anunciada, com direito a telegrama do presidente da república.

Reprodução/TV Globo
Outro furo está em torno de um homem que aparece dentro do barco em que Miguel, nome que Beto assumiu após a farsa de sua morte, e o filho de Luzia estão comemorando ter pescado um peixe, o homem aparece deitado (no minuto 51) no fundo de um barco amarelo.

Entre erros e acertos, está a abertura da novela. Uma mistura de "Segundo Sol", música do grande Nando Reis, na voz de Cássia Eller, com o swing de Baiana System, uma mistura interessante, mas sem nenhum sentido para uma abertura. A trilha sonora, repleta de hits do axé, tem a dupla Anavitória em uma regravação belíssima de "Me Abraça" e o grande Gilberto Gil. Mas faltou uma voz poderosa para embalar o casal romântico. O final, com o grande, famoso e necessário gancho foi perfeito, com a sonoplastia idêntica de "Avenida Brasil" e aquele estilo que adoramos: congela.

No mais, "Segundo Sol", está só começando, foi ao ar o primeiro (assista aqui na GloboPlay) de 150 minutos que estão programados e a começar com 34 pontos (de prévia) na audiência, a novela promete ser um sucesso. Vamos pagar pra ver!

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