PAPA FRANCISCO: “Não sejamos ingênuos. Se trata da intenção de destruir os planos de Deus” sobre casamento gay - geraldopost

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PAPA FRANCISCO: “Não sejamos ingênuos. Se trata da intenção de destruir os planos de Deus” sobre casamento gay

PAPA FRANCISCO: “Não sejamos ingênuos. Se trata da intenção de destruir os planos de Deus” sobre casamento gay

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Papa Francisco 1º é historicamente um forte opositor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da legalização do aborto, afirma reportagem do jornal O Globo, desta quinta (14).
Bergoglio é muito próximo do movimento conservador religioso que contou com o apoio de João Paulo II e Bento XVI, em setembro de 2012 Bergoglio disse que a decisão da Suprema Corte argentina de 'regulamentar o aborto' foi "Lamentável", na ocasião disse em nota que "Nota-se mais uma vez o avanço deliberado da limitação e eliminação do valor supremo da vida" e que em um documento publicado na Conferência Episcopal o "Aborto nunca é solução."
Sobre o casamento do mesmo o então arcebispo disse "Não sejamos ingênuos. Não se trata de uma simples luta política, mas a intenção de destruir os planos de Deus" e que "Não se trata de um mero projeto legislativo. É um movimento do pai da mentira para confundir e enganar os filhos de Deus. É também mais uma demonstração da inveja do demônio, que introduziu o pecado no mundo para destruir a imagem de Deus: homem e mulher recebem a ordem de crescer, multiplicar-se e dominar a terra."
Bergoglio disse também que a adoção de crianças realizadas por homossexuais é uma "forma de discriminação contra às crianças."
Quanto ao batismo de filhos de mãos solteiras Bergoglio é mais flexível "Há padres que fazem isso pois as crianças não foram concebidas na santidade do matrimônio. Hoje, esses são hipócritas. Afastam os fiéis. Querem separar o povo de Deus da salvação. Imaginem a pobre menina que, em vez de mandar de volta a criança aos céus, teve coragem de trazê-la ao mundo, ter de peregrinar de igreja a igreja para conseguir o batismo!"
Bergoglio é contra também o uso de contraceptivos - mesmo a camisinha -, mas mostrou compaixão com as vítimas da Aids, ele beijou e lavou os pés dos pacientes com Aids em 2001.
A vida do novo Papa começa a ganhar formas, desde que foi anunciado como o novo líder da Igreja Católica, Francisco 1º começou a ganhar opositores, principalmente no seu país. Graciela Yorio disse que Francisco 1º é "Autor intelectual do sequestro do sacerdote jesuíta Orlando Yorio", seu irmão, morto em 1976 pela ditadura argetina, após ficar cinco meses detido na Escola de Mecânica da Marinha, um dos mais contundentes de centros de tortura política argentina.
Bergoglio é acusado pela família de Yorio de ter facilitado a 'captura' de Francisco Jalics e Orlando Yorio, pela ditadura, a história é contada no livro "O Silêncio", na imprensa argentina o nome de Bergoglio sempre figurava em reportagens sobre a ditadura, na última década o jornalista Horacio Verbitsky 'acusou' o então arcebispo de ter contribuído para a detenção.
"A Igreja Católica escolheu uma pessoa que para nós, familiares de vítimas da repressão exercida pelos militares, foi cúmplice de um governo genocida" disse Estela de la Cuadra, em entrevista ao jornal O Globo, ela procura até hoje a sobrinha que nasceu na mesa de uma delegacia em junho de 1977, criança que teria sido dada a uma importante família. Bergoglio é acusado de sequestro, neste episódio.
Ao serem presos, um deles acusou Bergoglio, publicamente de entregá-lo à junta militar. Na época eles trabalhavam em favelas onde defendiam a 'Teologia da Libertação'.
A integra da primeira benção de 'Papa Francisco'
“Queridos irmãos e irmãs, boa noite.
Vocês todos sabem que o dever do Conclave era apontar um bispo de Roma. Me parece que meus irmãos cardeais foram quase até o fim do mundo para consegui-lo... mas aqui estamos. Eu agradeço pela acolhida da comunidade diocesana de Roma.
Primeiro, eu diria uma prece ao nosso bispo emérito Bento 16. Oremos todos juntos por ele, que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o proteja.
(Oração do Pai-Nosso)
E agora, comecemos esta jornada, o bispo e o povo, esta jornada da Igreja de Roma, que preside, em caridade, todas as outras igrejas, uma jornada de fraternidade em amor, de confiança mútua. Oremos sempre uns pelos outros. Oremos pelo mundo todo para que possa haver um senso maior de fraternidade. Minha esperança é que esta jornada da Igreja, que iniciamos hoje, com a ajuda do meu cardeal vigário, seja frutífera para a evangelização desta bela cidade.
E agora eu gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir um favor. Antes que o bispo abençoe o povo eu peço que vocês orem para que o Senhor me abençoe – a prece do povo por seu bispo. Façamos esta prece – sua prece por mim – em silêncio.
Darei agora minha bênção a vocês e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
Irmãos e irmãs, agora os deixarei. Obrigado por suas boas-vindas. Orem por mim e estarei com vocês de novo em breve. Nos veremos em breve.
Amanhã, quero ir rezar para a Madonna, para que ela proteja Roma.
Boa noite e bom descanso!”
Mais de dois terços da população argentina se diz católica e menos de 10% assistem regularmente à missa, muitos argentinos se ressentem da falha da Igreja Católica, de ter não enfrentado um regime ditatorial que sequestrou e matou milhares de pessoas, que usava o argumento de eliminar os 'elementos subversivos'. Entre os líderes da Igreja Católica na época estava Bergoglio, hoje Francisco 1º, o papa latino-americano depois de 1.300 anos. Em 2012, bispos argetinos fizeram um pedido coletivos de desculpas pelas falhas da Igreja Católica em proteger seu rebanho, foi então que a Igreja reconheceu suas falhas na ditadura.
Para o biógrafo de Bergoglio, que o entrevistou, em 2010, Sérgio Rubin, "Não enfrentar os ditadores foi simplesmente uma atitude pragmática em um momento no qual muitas pessoas estavam sendo mortas" relata reportagem do Estadão, e que "Bergoglio tem sido muito criticado por causa das violações dos direitos humanos durante a ditadura, mas ele também sempre criticou as guerrilhas de esquerda, ele não se esqueceu desse lado."
Quanto à acusação de sequestro do bebê, ele disse em entrevista em 2010, que até bem depois do fim da ditadura ele não sabia sobre quaisquer bebês roubados.

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