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Análise: A Viagem, um sucesso inesquecível, por Marcelo Rissato


O telespectador brasileiro foi polido aos poucos com os grandes sucessos da Tupi, Excelsior, Manchete, Record, Band e a Rede Globo. Todas as grandes redes de televisão tiveram o seu papel e a sua colaboração na formação desse que hoje é apaixonado pelo segmento “novelas”. São inúmeros os sucessos ainda em preto e branco que fizeram parte dessa história, mas o grande filão que perpetuou durante décadas, foi a Rede Globo, que com Ilusões Perdidas (1965) estreou sua primeira novela diária e nos anos 1970 teria finalmente criado o molde que duraria muitos anos. 

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Poderia mencionar várias novelas que fizeram sucesso, como Escrava Isaura, Guerra dos Sexos, Vale Tudo e muitas outras.  Quem assiste novela e gosta, aprendeu com as adaptações de obras literárias para o horário das seis, com as comédias para o horário das sete ou com os grandes dramas para o horário nobre das oito, mas hoje a nossa protagonista é um remake de um grande sucesso da Tupi, feito pela Rede Globo em 1994 para o horário das sete. Apesar de não ser uma comédia rasgada, entrou às 19 horas e marcou época. Estamos falando de A Viagem, que se tornou um clássico.

Quando a Ivani Ribeiro foi convidada para compor o corpo de autores da emissora Globo em 1982, preparou uma sinopse inédita que foi Final Feliz e na sequência todas as outras foram remake. 

Sua última novela na Globo foi A Viagem, refeita usando os argumentos de uma antiga novela da Tupi de mesmo nome e adaptada para a época em 1994 abordando a doutrina espírita e decodificada por Alan Kardec. Com um grande elenco, Ivani inovou matando os três protagonistas. Não era comum em uma novela ter os personagens principais sendo mortos, mas com essa proposta, aguçou a curiosidade do telespectador que de início se assustou ao saber que todos os principais morreriam e não seria no final, como era de costume. 

O público se acostuma com um determinado estilo e quando há uma inovação é um mistério, pois do mesmo jeito que ele pode ser afugentado, de repente é atraído. No caso de A Viagem o telespectador pagou pra ver, com um texto bem escrito e uma excelente pesquisa sobre o assunto, a novela conquistou não só os espiritas, mas católicos, evangélicos e todas as religiões, uma vez que todos queriam ver como o assunto “vida e morte” seria abordado. Resumindo, A Viagem encantou e conquistou a todos.

Em 1994 a novela brilhou tanto que teve sua primeira reprise em 1997 e uma segunda reprise em 2006 no Vale a Pena Ver de Novo. Com o surgimento do Canal Viva em 2010, uma nova reprise em 2014 e novamente como um presente a segunda reprise nesse canal a partir do dia 21 de dezembro de 2020

A novela A Viagem é aquela que o amante do segmento não cansa de assistir quantas vezes passar. 

Baseada num antigo sucesso da Tupi, a Ivani mais uma vez se perpetuava como autora cravando seu nome para sempre como uma das principais novelistas da televisão brasileira. 

A novela conta a saga do vilão Alexandre (Guilherme Fontes) que morre logo no início da história e se torna o grande condutor da trama, uma vez que mesmo morto interfere na vida de muitos personagens, tornando-se um espirito obsessor que volta para se vingar de seus inimigos e a linda história de amor entre Diná (Christiane Torloni) que ao reencontrar sua alma gêmea Otavio Jordão (Antônio Fagundes), acredita que seria feliz para sempre com o amado aqui na terra, mas separados pela morte de Otavio e depois com a morte de Diná, o casal principal finalmente se reencontram em outro plano espiritual e só assim conquistam a sua tão almejada felicidade, causando no público tremenda euforia. 

Todo esse sucesso cabe a grande novelista que foi Ivani Ribeiro, autora de muitas novelas de rádio e de grandes sucessos da extinta TV Tupi, da Rede Bandeirantes e por último da Rede Globo de Televisão, mas sem esquecer do mérito de sua eterna colaboradora Solange Castro Neves, que apesar de ser creditada como colaboradora nos créditos, era na verdade a coautora que pesquisava, escrevia capítulos e muitas vezes tomava a frente nas decisões, já que a Ivani nessa época se encontrava muito doente e não tinha mais condições físicas para o árduo trabalho que é escrever novelas e fazia a supervisão da obra. As duas autoras são as responsáveis pelo grande sucesso que foi A VIAGEM e para nós que somos público, resta apreciar mais uma vez essa linda obra que nos encanta cada vez que assistimos. 

Por Marcelo Rissato. Jornalista: Mtb 64479SP

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