CRÍTICA: A hora e a vez de Ana Beatriz Nogueira

Se em Insensato Coração a atriz foi mal aproveitada, em A Vida da Gente ela arrasa como a pérfida mãe-vilã
Marjorie, Rafael e Fernanda em cena da abertura da novela (divulgação)
A novela A Vida Da Gente, de Lícia Manzo, traz uma mocinha chorona, um mocinho que não tem voz própria, e uma mãe ardilosa. É repleta de clichês - tudo o que dá audiência -, o ponto de partida tudo isso é a abertura com a cara dos personagens principais (coisa praticamente impossível na tela da Globo) bem ao gosto de novelas mexicanas, com uma música linda de Caetano Veloso e ótima interpretação de Maria Gadú.
A trama parece bem amarrada de um modo geral, tem tudo o que o público gosta. Fernanda Vasconcelos dá vida a mocinha (parece que ressuscitou a Nanda de Páginas da Vida (2005), sabe chorar e ser linda como ninguém, sofre igual a uma condenada nas mãos da mãe-vilã Ana Beatriz Nogueira (essa sempre fantástica) e quem conduz a novela inteira, direção do ótimo e extremamente competente Jayme Monjardim, qualquer coincidência com a trama de Manoel Carlos, novamente, é bobagem (sic).
Licia Manzo é a Manoel Carlos de saia, escreve maravilhosamente bem as cenas de drama e muito choro, teve a benção de Monjardim que sabe como ninguém fazer um dramalhão mesclada com imagens bárbaras, tem também o gatíssimo Rafael Cardoso, que ainda vai crescer na trama (espero) e a repetitiva Gisele Fróes. Mas quem domina mesmo é a sempre ótima Marjorie Estiano, um talento inquestionável.
Não deve esquecer também de nomes como Stênio Garcia, Nicete Bruno, Stephany Britto e Regiane Alves, com boas cenas, e logo mais a entrada de Thiago Lacerda, mais drama vem por aí.

A Vida da Gente, de Licia Manzo.
Direção de núcleo: Jayme Monjardim.
Às 18h15, na Globo.
Cotação: Boa

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