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REVISTA TRIP: Revista 'hétero' faz militância que revista gay não faz


divulgação

A imagem acima, como muitos já sabem, é a capa da edição de outubro da Trip, da Trip editora, uma revista sobre surf, nacionalmente conhecida e como toda revista segmentada não conhecida pela grande massa. Pronto, chega de falar da revista e vamos lá para a minha opinião.
Ontem (20) percorri pelas ruas do Centro velho, em duas bancas de jornal e nenhuma tinha a revista acima, nas duas bancas de jornais no meu bairro idem. Aí quando postei no Twiiter – que é interligado ao meu perfil do Facebook que tinha ido a quatro bancas de jornais e não tinha conseguido comprar a Trip, eis que surge um comentário: “Só por que tembeijo gay na capa, né safadinho? hehehehehehehe”.
A capa e o conteúdo da revista heterossexual é importante, para mostrar e provar definitivamente o quanto os gays não são militantes neste país, quando se viu uma capa tão ousada e com tanto conteúdo em publicações gays? Nunca! Pode-se ver uma ou outra reportagem sobre o assunto em revistas como a Junior e G Magazine, para citar apenas duas, mas nunca se viu nada de forma tão contundente e transgressora como esta ‘dos héteros’.
Lembro-me uma vez conversando com um ‘amigo’ pelo MSN, quando falamos do Jean Wyllys, este rapaz me disse “Não gosto dele, é muito afeminado”. E qual o problema de ser afeminado? Muitos gays, todos nós sabemos, são afeminados, e a parte mais importante deste rapaz – que entre o Big Brother Brasil e a cadeira de Deputado Federal pelo PSOL do Rio de Janeiro – é exatamente essa: este lado afeminado e militante. É definitivamente o fim do pejorativo.
A importância da capa acima é muito maior do que os héteros e gays imaginam, não é simplesmente o cala-boca para falar que existem gays em todos lugares, mas sim uma amostra do quanto nós gays somos tão atrasados na militância como somos adiantados no bate-cabelo.

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