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Avenida Brasil: A repetição em horário nobre e a homofobia enrustida

Roniquito que é interpretado pelo ator Daniel Rocha (divulgação)
Se no começo de Avenida Brasil João Emanuel Carneiro estava sendo original com a trama de Carminha, Rita, Max e Genésio a segunda fase da novela chegou ao maior estilos repetição, uma série de situações que fazem de Avenida Brasil uma releitura de A Favorita, que ele assinou em 2008.
Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo do último domingo (29) relata todas as 'repetições' do autor que é considerado um prodígio pela revista Veja (em entrevista na edição 2276 de 4 de julho) Carneiro se sente a última bolacha do pacote dizendo, outras barbaridades, que os demais novelistas subestimaram o telespectador "Prefiro não citar nomes, pois não seriam gentil com os coleguinhas, mas nos últimos anos as novelas subestimaram o telespectador".
Em Avenida Brasil, a primeira novela das 21h destinada integralmente à classe C, Carneiro usa os maiores chavões que se pode imaginar para colocar no arruma novela extremamente populista, no custe o que custar, ele trata o telespectador da chamada classe C como um telespectador ignorante, burro e sem instrução, ele repete todas as fórmulas de sua trama anterior repete o sucesso de público e cai na mesmice que a imprensa especializada tanto critica os demais autores: a repetição de tramas.
Vai do mocinho rebelde, à vilã que parece boazinha que tem um amante cafajeste ao homossexual que é 'tentado' a virar heterossexual, a maior barbaridade que suas tramas cometem, não basta ser populista, tem que ser preconceituoso.
Assim como Orlandinho (Iran Malfitano) de A Favorita, Roniquito (Daniel Rocha) é 'infernizado' por uma periguete, antes Maria do Céu (Deborah Secco) hoje Suéllen (Isis Valverde), que a todo custa quer transforma-lo em 'homem'.Se antes Orlandinho era apaixonado por Harlley (Cauã Reymond), hoje Roniquito é apaixonado por Leandro (Thiago Martins), como ilustra sinteticamente a reportagem da Folha.
A repetição de Aguinaldo Silva, Manoel Carlos, Glória Perez, Gilberto Braga e Silvio de Abreu tão criticada por especialistas 'fifis', hoje é tratada como revolução por esta mesma imprensa marrom, que nada mais faz do que transformar em Deus o diabo, proclamando a homofobia enrustida.

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