Ataques terroristas que assolaram a França completam um ano

Frase que virou símbolo de homenagem às vítimas dos ataques terroristas (reprodução/Kess InHouse)
Um ano depois do maior ataque terrorista da história da França GERALDOPOST divulga duas entrevistas que fez no dia dos ataques e no dia seguinte com um francês e um brasileiro. Os ataques ocorreram em frente ao Stade de France, onde faziam um amistoso as seleções de futebol da França e Alemanha, e outros três tiroteios simultâneos, em dois cafés e restaurante e outro dentro da casa de shows Bataclan, ato morreram 130 pessoas, só dentro da casa de shows foram 90 mortos.

Na França cerimônias em homenagens ás vítimas dos ataques estão sendo realizadas desde às 9h da manhã (horário de Brasília), o presidente François Hollande inaugurou uma placa em homenagem ao português Manuel Dias, de 63 anos, que morreu a poucos metros do Stade de France, local em que explodiu a primeira bomba e uma mensagem foi lida pelo filho de Manuel, Michael Dias, segundo  reportagem do site Valor Econômico.

Ontem, dia 12, o cantor Sting reinaugurou a casa de shows Bataclan com um show em homenagem às vítimas.

Floris Taleaux, 27 anos, é francês e morava em uma cidade perto de Paris na época, o jornalista brasileiro Thiago Comparini, 25 anos, estudava em Paris e morava em uma cidade vizinha e concederam uma entrevista via WhatsApp para o programa de rádio que GERALDOPOST produzia para a disciplina Rádiojornalismo na faculdade.

GERALDOPOST: Como estão as coisas aí?
FLORIS TALLEUX: HORRÍVEIS. TEVE UM ATAQUE NUMA SALA DE SHOW TAMBÉM COM DEZENAS DE MORTOS.

GERALDOPOST: Você mora perto de um desses locais dos atentados?
FLORIS TALLEUX: NÃO, E É PROIBIDO SAIR DE CASA. OS TERRORISTAS FORAM MORTOS.

GERALDOPOST: E os reféns do teatro?
FLORIS TALLEUX: PARECE QUE MUITOS ESTÃO MORTOS, MAIS DE 100 PESSOAS (MORTAS) NO TEATRO. ESTOU CHOCADO. MAIS DE 150 MORTOS NO TOTAL.

GERALDOPOST: Essas informações foram dadas pela imprensa daí?
FLORIS TALLEUX: ONLINE SIM.

Thiago Comparini, 25 anos, brasileiro.

GERALDOPOST: Onde você estava quando soube dos atentados?
THIAGO COMPARINI: NA HORA DO ATENTADO EU ESTAVA EM CASA COM MINHA ESPOSA, TINHA ACABADO DE JANTAR QUANDO A GENTE COMEÇOU A RECEBER ALGUMAS MENSAGENS DE COLEGAS E AMIGOS FRANCESES, ATÉ O PESSOAL DO BRASIL JÁ ESTAVA SABENDO. E TODO MUNDO DESESPERADO, PREOCUPADO. ALGUNS QUERENDO ENCONTRAR OS AMIGOS, A GENTE COMEÇOU A MANDAR MENSAGEM, AVISANDO AS OUTRAS PESSOAS QUE A GENTE TAVA BEM. DEPOIS BATEU UM DESESPERO, MINHA PRIMA VINHA VISITAR A GENTE NO FIM DE SEMANA, ELA TINHA ACABO DE CHEGAR NO AEROPORTO E NÃO TINHA COMO ELA CHEGAR EM CASA, O COMBINADO ERA QUE ELA CHEGARIA POR TRANSPORTE PÚBLICO E COM TUDO AQUILO ACONTECENDO, ALGUMAS LINHAS FECHADAS, NÃO TINHA COMO ELA CHEGAR AQUI. ENTÃO, A GENTE NÃO CONSEGUIA CONVERSAR COM ELA, ELA ESTAVA SEM WI-FI, A GENTE NÃO SABIA SE ELA ESTAVA EM PARIS, EXATAMENTE. ROLOU UM PEQUENO NERVOSISMO ALI. MAS ASSIM QUE ELA ENTROU EM CONTATO, A GENTE COMBINOU ELA CONSEGUIU PEGAR UM TÁXI E ACABOU VINDO PRA CÁ. ESSES VINTE, TRINTA MINUTOS, FORAM BEM INTENSOS.

GERALDOPOST: Onde você mora exatamente na Franca?
THIAGO COMPARINI: EU MORO JÁ FORA DE PARIS, MAS É MUITO PERTO DA REGIÃO DOS ATENTADOS. DEVE DAR UNS CINCO QUILOMETROS, OU MENOS, SE BOBEAR. ENTRE A CIDADE E A MINHA CASA TEM UM PARQUE, ENTÃO O SOM ACABOU... A GENTE ACABOU NÃO ESCUTANDO MUITA COISA, MAS A GENTE OUVIU ALGUMAS SIRENES, CARRO DE POLÍCIA, BOMBEIRO... E PARTE DO RESGATE. SÓ PARA PRECISAR, A REGIÃO ONDE EU MORO, FICA MAIS PRÓXIMA DO DÉCIMO PRIMEIRO DISTRITO. ALI ONDE, NA REGIÃO DOS BARES E DO BATACLAN.

GERALDOPOST: Você conhece alguma das vítimas?

THIAGO COMPARINI: A VÍTIMA BRASILEIRA, NO ATENTADO DA REGIÃO AO BAR, AO RESTAURANTE PETIT CAMBODJA. DOIS BRASILEIROS FICARAM FERIDOS, E A BRASILEIRA FERIDA, A CAMILA, É CONHECIDA DA MINHA FAMÍLIA, QUER DIZER, TEMOS UMA AMIGA EM COMUM, NA VERDADE. E EU ACABEI CONVERSANDO COM ESSA AMIGA EM COMUM, ATÉ TENTAR TAMBÉM CONSEGUIR ALGUMA INFORMAÇÃO EM RELAÇÃO À SAÚDE DA MENINA. AS INFORMAÇÕES ESTAVAM MUITO DESENCONTRADAS, A FAMÍLIA DELA, NÃO SABIA NADA. PRA QUAL HOSPITAL ELA FOI, O ESTADO DE SAÚDE. A NOTÍCIA QUE ELES TIVERAM, ELES RECEBERAM POR AMIGOS, OS OUTROS BRASILEIROS QUE ESTAVAM NO RESTAURANTE COM A MENINA. A MENINA QUE MORA COM UMA COLEGA MINHA DE TRABALHO, ESTAVA NO ESTÁDIO, ELA ESCUTOU AS EXPLOSÕES  ESTAVA ALI NO MEIO QUANDO TIVERAM QUE EVACUAR O ESTÁDIO.


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