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Gays, como Ana Girafa, de novelas da Globo foram desdenhados no contexto social

Ana Girafa (Luis Salé) em Aquele Beijo como Lady Gaga (reprodução)
Todo mundo que a Rede Globo prega o preconceito contra os homossexuais, prega isso na mesma intensidade que se diz a favor dos gays colocando personagens - sempre caricatos - em suas tramas, não que isso seja um desserviço, pelo contrário, os gays caricatos, afeminados ou 'poc poc', como eles mesmo se definem na sociedade preconceituosa em que convivem, também são filhos de Deus, ou gays não são filhos do todo poderoso?
Acontece que entra novela, sai novela e toda discussão para com o 'beijo gay' reaparecer, é uma grande jogada de marketing para o mal, a emissora usa e abusa dos trejeitos caricatos desta minoria marginalizada pela sociedade, para ganhar cada vez mais dinheiro. Foi assim há anos atrás, usando sempre o argumento de 'inovação', mas caiu em desgraça quando proibiu o beijo gay em América (2004), a desgraça em que me refiro não é apenas em a não exibição da cena, mas também, aos argumentos seguintes em que os homossexuais estavam conotados nas tramas seguintes.
Nas últimas produções por exemplo, vimos o personagem Áureo (André Gonçalves) afeminado sendo enxotado pela família, 99% das suas cenas, eram pinçadas na comédia e popularesco para que a sociedade o aceitasse, pois esta está acostumada em ver homossexuais ridicularizados em programas preconceituosos como o Zorra Total, por exemplo. Áureo ganhou um final feliz, mas teve de fugir da cidade, em que morava no interior, para vir a cidade achar a felicidade ao lado de outro homem. 
Depois com a chegada de Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado) escrito pelo gay homofóbico Aguinaldo Silva a emissora mais uma vez fez a propaganda ao ódio contra homossexuais, usou novamente do pretexto caricato e humorístico para seduzir o público em Fina Estampa, assim como na novela anterior Insensato Coração, que a emissora proibiu textos militantes.
Ana Girafa que lutou para ser aceita pela mãe, se contentou em ter uma casa luxuosa, sem antes popularizar-se com o cover de Lady Gaga em cena, cantora ícone do mundo LGBT. Na semana passada foi mais uma demonstração de ridicularização dos gays, Ana Girafa (Luis Salém) foi proibida de ter um final feliz, o autor que 'queria' fazer o casamento da cabeleireira na novela, foi proibido em colocar tal cena no capítulo derradeiro, a cena não só foi limada como seu parceiro foi queimado como a bruxa da vida real Joana D'arc e da bruxa da ficção Olga, interpretada por Maria Zilda Bethlem.
Ana Girafa e todos os outros gays em cena, foram calibrados em uma medida 'certa' pela emissora: ganhar cena e a audiência para a emissora e ser desdenhado no contexto social.

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